Cia. Perversos Polimorfos apresenta espetáculo que questiona a lógica do sacrifício coletivo e propõe outras formas de existir em comunidade
Em novembro, a Cia. Perversos Polimorfos apresenta “Comunidade” em duas temporadas na cidade de São Paulo. A primeira acontece nos dias 13, 14 e 15, no Teatro Cacilda Becker, e a segunda, nos dias 20, 21 e 22, no Teatro Paulo Eiró. Todas as apresentações têm entrada gratuita.
Inspirado em A Sagração da Primavera (1913), obra monumental de Igor Stravinsky e Vaslav Nijinsky, o espetáculo “Comunidade” desloca o mito original para investigar uma questão profundamente atual: por que um grupo escolhe sacrificar um de seus integrantes em nome da suposta preservação do coletivo? E por que, historicamente, essa escolha recai de maneira tão implacável sobre o corpo da mulher?
Com concepção, dramaturgia e direção geral de Ricardo Gali, a montagem tensiona estruturas patriarcais que fazem da pureza e do controle instrumentos de manutenção de uma ordem estabelecida. Em contraponto a essa lógica, propõe pensar a comunidade como território de resistência, capaz de acolher as diferenças e de construir relações pautadas pela vida, pelo cuidado e pela solidariedade.
Afinal, qual é o lugar do sacrifício nos dias de hoje? É possível compartilhar essa experiência em comunidade, em vez de escolher um indivíduo para ser sacrificado em nome do todo? E, diante da morte, seria possível brincar, festejar e afirmar a vida? Mais do que reproduzir um ritual de extermínio, “Comunidade” questiona os pactos invisíveis que sustentam nossas relações e convida o público a refletir sobre outras possibilidades de convivência coletiva.
A criação teve início em 2021, a partir de uma extensa pesquisa sobre diferentes montagens de A Sagração da Primavera e as características da composição musical de Stravinsky. O estudo das duas partes da obra original — “A Adoração da Terra” e “O Sacrifício” — levou a companhia a estruturar o espetáculo em três movimentos: “A Festa”, “O Silêncio” e “O Espanto da Morte”.
O processo também contou com uma série de conversas e entrevistas com artistas, pesquisadores e pensadores de diferentes áreas, entre eles Alejandro Ahmed, Ana Teixeira, Eduardo Guimarães, Gal Martins, Rosângela Alves, Sérgio Oliveira, Sylviane Guilherme, Christian Dunker, Suely Rolnik, Dimitra Vulcana, Marina Guzzo e Carolina Bianchi. Os encontros provocaram reflexões sobre o contexto artístico daquele período e os impactos da pandemia de Covid-19 nas futuras criações.
A estreia de “Comunidade” marcou as comemorações dos 15 anos de trajetória da Cia. Perversos Polimorfos, integrando uma série de ações culturais apoiadas pelo Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.
Fundada em 2009 e dirigida por Ricardo Gali, a companhia desenvolve uma pesquisa transdisciplinar e processos colaborativos de criação, valorizando a singularidade de seus intérpretes.
Ao longo de sua trajetória, construiu um repertório de 13 espetáculos e três filmes, apresentados no Brasil e em países como Alemanha, Colômbia e França. Entre suas criações estão Ânsia, indicado ao Prêmio Bravo!, Shine, indicado ao Prêmio APCA, O Homem sem um Nome e Comunidade. O grupo também idealizou o Festival Ensaios Perversos e recebeu reconhecimentos como os Prêmios Denilto Gomes, em 2017, 2020 e 2021, além de apoios do Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo, ProAC, Prêmio Funarte Klauss Vianna e Lei Aldir Blanc.
SERVIÇO
COMUNIDADE – Cia. Perversos Polimorfos
13, 14 e 15 de novembro de 2026
(sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h)
Teatro Cacilda Becker
R. Tito, 295 – Lapa, São Paulo – SP, 05051-000
Tel: (11) 3864-4513
20, 21 e 22 de novembro de 2026
(sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h)
Teatro Paulo Eiró
Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro, São Paulo – SP, 04733-100
Tel: (11) 5546-0449
Duração: 50 minutos
Indicação: 14 anos
Acessibilidade: sim
Audiodescrição: dia 22/11– por AD Adamy
Ingressos: Gratuitos. Retirada na bilheteria do teatro, uma hora antes do início de cada apresentação sujeita à disponibilidade / Reservas: https://www.sympla.com.br/eventos?s=perversos%20polimorfos ou
https://linktr.ee/perversospolimorfos
Ficha Técnica
Concepção, Dramaturgia e Direção geral do projeto: Ricardo Gali|Performers: Arthur Sebbast, Carolina Canteli, Danielli Mendes, Felipe Teixeira, Gustavo Cabral, Maria Emilia Gomes, Mariana Molinos e Maurício Alves (Daniela Moraes e Lucas Pardin – 2024) | Provocação Artística: Carolina Splendore | Colaboração: Ana Teixeira, Renan Marcondes e Judson Cabral | Entrevistas Conversas sem fim: Alejandro Ahmed, Ana Teixeira, Eduardo Guimarães, Gal Martins, Rosângela Alves, Sérgio Oliveira, Sylviane Guilherme, Christian Dunker, Suely Rolnik, Dimitra Vulcana, Marina Guzzo e Carolina Bianchi | Assistência de direção: Marcela Reichelt e Isis Andreatta | Assistência de produção: Isis Andreatta | Trilha sonora: Lourenço Rebetez | Design luz: Jo Rios | Design gráfico: Dot Carolino | Figurino: Ricardo Gali | Direção de produção: Zé Renato – CAIS Produção | Registros audiovisuais (2024): Osmar Zampieri | Registros fotográficos e audiovisuais (2026): Fábio Furtado e Pedro Balmant | Assessoria de imprensa: Elaine Calux | Audiodescrição: AD Adamy
Realização: Projeto contemplado pela 39ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.
Para saber mais:
www.perversospolimorfos.com.br
facebook.com/CiaPerversosPolimorfos
https://www.instagram.com/ciaperversospolimorfos
Informações adicionais:
Elaine Calux – assessoria de imprensa
11 964655686
elaine.calux@gmail.com