Festival 11ª Ato Artístico Coletivo Perus

Em intensa atividade desde 2004 no bairro do Perus, extremo noroeste da cidade de São Paulo, o Grupo Pandora de Teatro é um um dos mais consagrados da cidade. E, para celebrar os 10 anos de funcionamento da sua sede, o coletivo realiza a 11ª edição do Ato Artístico Coletivo Perus. O festival é gratuito e acontece entre os dias 19 de fevereiro e 1º de março.

Passam pelo palco da Ocupação Artística Canhoba (Rua Canhoba, 299 – Perus) grupos tradicionais de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. “Para esse momento tão especial, fizemos uma curadoria com muitos artistas e coletividades parceiras. Comemorar 10 anos da Ocupação é celebrar a força do teatro nas periferias.”, conta a atriz e gestora cultural Thalita Duarte.

Os espetáculos são voltados para os mais diversos públicos. “Tem peças adultas, infanto-juvenis e até um trabalho dedicado aos bebês. Com a Ocupação queremos aproximar a arte do cotidiano das pessoas”, comenta Duarte.

O festival ainda conta com exibição de documentário, oficina de interpretação teatral, um show, um cortejo e uma festança com direito a brinquedões, brincadeiras e até um bolo, sempre valorizando o afeto, o encontro.

Primeira semana – 19 a 22 de fevereiro

O festival tem início com a apresentação de Cícera, do Teatro Contadores de Mentira, no dia 19 de fevereiro, quinta-feira, às 19h. A trama conta a história de uma alagoana que vai a São Paulo em busca de uma vida melhor. Atravessada por cantos de trabalho, relatos e memórias, a obra apresenta uma mulher nordestina em ponto de ebulição, que dança e saúda sua caminhada.

Entre os dias 20 e 22, é a vez de artistas e estudantes interessados em interpretação teatral aproveitarem a oficina Atuação, Presença e Rito com a atriz Tânia Farias, da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS). Na sexta, a atividade vai das 18h às 22h, e, no sábado e no domingo, das 10h às 13h. Para se inscrever, basta acessar este link aqui: https://forms.gle/meZJMysxKYKLpnQT9. No dia 20 de fevereiro às 14h, apresenta-se também o grupo Zumb.boys, com o espetáculo Dança por Correio.

Sábado, dia 21 de fevereiro, é marcado por duas atrações. Às 16h, o Grupo Unity Warriors apresenta o espetáculo lúdico de dança Dentro, Fora e Cruza, que ressignifica alguns jogos e brincadeiras populares atrelados ao imaginário social. Às 19h, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz realiza a performance de teatro-dança Manifesto de uma Mulher de Teatro, cuja proposta é vociferar contra a engrenagem das violências às quais mulheres são continuamente submetidas.

No domingo, dia 22 de fevereiro, às 17h, o grupo Carroça Teatral (MG) apresenta A Rua, a Lama e a Santa, uma reflexão sobre a tragédia/crime dos rompimentos das barragens de rejeito de minério de ferro nas cidades mineiras de Mariana e Brumadinho. Mais tarde, às 19h, acontece o show da multiartista Aryani Marciano, homenageando a Música Preta Brasileira.

Segunda semana – 26 de fevereiro a 1° de março

A segunda e última semana começa com um espetáculo para bebês. No dia 26 de fevereiro, quinta-feira, às 10h e às 14h, o Grupo Sobrevento encena A casa que espera. A montagem aborda a importância dos laços afetivos e tem como mote a saudade da infância, de sermos filhos e do cuidado recebido dos pais quando pequenos.

Depois, às 19h, tem a exibição do documentário Morro Doce, do Espaço Cultural Morro Doce, seguida por um bate-papo. Por meio de relatos históricos e memórias dos seus moradores, o filme resgata a trajetória desse bairro de São Paulo, que nasceu da ocupação coletiva e da resistência social.

Sexta-feira, dia 27 de fevereiro, tem sessão dupla, às 10h e às 14h, do espetáculo cênico-musical interativo VEM FESTÁ! – Um espetáculo de brincar, do Teatro Girandolá. É uma grande celebração à cultura popular brasileira, com direito a muitas histórias, músicas e brinquedos icônicos.

O último sábado do festival está lotado de atividades, começando às 11h com a Trilogia Sorrir, do grupo Ciclistas Bonequeiros, um teatro lambe-lambe dedicado à valorização do cuidado com a saúde bucal.

Mais tarde, às 14h, é hora de ocupar as ruas com um cortejo conduzido pelo Congo do Embondeiro Queixada. Com tambores, cantos e danças ancestrais, o coletivo retoma as tradições do Congo e da Congada. A iniciativa também conta com a presença do Bloco dos Bonecões de Paulo Farah, e dos pernaltas Eduardo Guimarães, Elidy Moreira, Gleice Kelle, Jennifer Nascimento, Lstorm, Thalita Duarte e Valmir Santanna.

Mas o sábado só acaba com a encenação de Banco do Sonhos, da Velha Companhia, às 19h. A trama revela o universo onírico de uma transtornada atriz à beira da morte.

Por fim, no domingo, dia 1º de março, acontece uma grande festa na Ocupação Artística Canhoba. A partir das 12h, o público pode se divertir com brinquedões, brincadeiras e doces, e com a participação especial dos artistas-brincantes Tatiane Damasceno e Mestre Cesinha, conduzindo brincadeiras tradicionais, de rodas e fileiras, das 13h às 15h. Os parabéns e a partilha do bolo encerram as comemorações, às 16h.

Sobre o Ato Artístico Coletivo Perus

Realizado pelo Grupo Pandora de Teatro e Ocupação Artística Canhoba, o Ato Artístico Coletivo Perus vem se consolidando anualmente como um importante evento no calendário artístico da cidade. Um festival cuja premissa é fortalecer a criação artística na região, apoiando polos culturais e ocupações artísticas, tecendo um território de desenvolvimento mediado por arte, cultura, meio ambiente e educação.

A primeira edição (2012) buscou impulsionar o Movimento pela Reapropriação da Fábrica de Cimento Portland Perus, composto por ex-trabalhadores, moradores de Perus e região, que há mais de 30 anos lutam pela desapropriação da antiga Fábrica e transformação do local em um Centro de Lazer, Cultura e Memória do Trabalhador.

Desde então, foram realizadas nove edições presenciais (2014, 2015, 2018, 2019, 2022, 2024 e 2025) e uma virtual (2021), formato adotado em razão da pandemia da COVID-19 que possibilitou abarcar artistas de outros estados (Salvador, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e São Paulo), enaltecendo a importância de se criar redes de fortalecimento entre artistas diante do cenário complexo enfrentado pelo setor cultural.

A 11ª edição do Ato Artístico Coletivo Perus faz parte do projeto “Aula Vaga, Teoremas do Impossível” realizado pelo Grupo Pandora de Teatro com apoio da 45° Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Sobre o Grupo Pandora de Teatro

Fundado em julho de 2004 no bairro de Perus, periferia no extremo noroeste da cidade de São Paulo, o Grupo Pandora de Teatro desenvolve, há mais de 20 anos, trabalho contínuo de pesquisa e criação, fortalecendo parcerias com polos culturais e artistas da região. Com intensa produção artística, o Grupo Pandora aborda em suas criações temáticas pertinentes à história do Bairro de Perus e do Brasil, suas injustiças sociais e suas problemáticas, através de uma invenção poética que exalta a força da teatralidade.

Serviço
11º Ato Artístico Coletivo Perus

Data: 19 de fevereiro a 1º de Março de 2026, de quinta a Domingo, em vários horários.

Onde: Ocupação Artística Canhoba – Endereço: Rua Canhoba, 299 – Vila Fanton, São Paulo – SP

Atividades presenciais – Gratuitas

Mais informaçõeswww.facebook.com/ocupacaoartisticacanhoba ou @ocupacaoartisticacanhoba ou @grupopandoradetro.

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